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"O Carf ainda é uma caixa-preta"

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O procurador Frederico Paiva disse ao Estadão que, do prejuízo de R$ 19 bilhões identificado pela Zelotes, só foi possível apurar R$ 5 bilhões.

Sem apoio às investigações e condenações rápidas, o MPF só conseguiu fechar um acordo de colaboração premiada.

“Os processos andam devagar, ninguém está preso, penas aplicadas não foram altas. Isso não despertou muito medo. A pessoa tem que ter a sensação de que pode ser punida.”

A Zelotes, segundo ele, também pouco avançou na apuração sobre venda de medidas provisórias – um enorme filão.

“Pela primeira vez descobriu-se que medidas provisórias eram vitaminas e modificadas a partir de contratos de fachada com escritórios de consultoria e de advocacia. Tivemos dificuldade porque não podemos investigar parlamentares, nem nunca investigamos, e por isso remetemos alguns inquéritos ao STF.”

Sem apoio institucional da PGR e da PF, tornou-se impossível investigar crimes sofisticados, em que a propina era disfarçada de honorários advocatícios e muitas vezes paga em espécie.

“É fato que se ela tivesse tido mais apoio teria ido mais longe. O Carf ainda é uma caixa-preta.”

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