O cobrador Palocci

Antonio Palocci foi o negociador da propina de Belo Monte, disse Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez.

De acordo com O Globo, “o pedido de propina teria sido feito durante um encontro num apartamento na Asa Norte de Brasília, a convite do ex-ministro, logo depois de ser comunicado pela então ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, que a proposta técnica da empresa havia sido escolhida para tocar as obras da usina e que a Andrade Gutierrez seria a líder do consórcio, com participação de 18%”.

No depoimento, realizado em agosto, Otávio Azevedo disse também que, num segundo encontro, no escritório de Antonio Palocci, em São Paulo, “o ex-ministro teria indicado os nomes de João Vaccari Neto e Edison Lobão” para o recebimento de propina para o PT e para o PMDB.

O esquema era esse: Dilma Rousseff entregava as obras, através de Erenice Guerra, e em seguida Antonio Palocci se reunia com os empreiteiros para cobrar a fatura.