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O conselho de Sergio Moro aos investigados pela CPI da Covid

Em artigo exclusivo na Crusoé, o ex-juiz diz que "a mentira nunca é uma conduta digna, ainda que o investigado possa ter motivações fortes para faltar com a verdade"
O conselho de Sergio Moro aos investigados pela CPI da Covid
Foto: Adriano Machado/Crusoé

“Exerci por 22 anos a magistratura e tomei muitos depoimentos. Minha impressão sempre foi a de que faz bem ao investigado dizer a verdade se for inocente e a de que ele age melhor se fica em silêncio quando é culpado”, diz Sergio Moro, em seu artigo quinzenal na Crusoé.

Segundo o ex-juiz, o grande interesse sobre a CPI da Covid instaurada no Senado e a ampla atenção dada aos depoimentos reavivaram, entre nós, os debates sobre o direito ao silêncio.

“A mentira nunca é uma conduta digna, ainda que o investigado possa ter motivações fortes para faltar com a verdade. É também uma sabedoria prática dos advogados de defesa de que o investigado deve calar-se caso, sendo culpado, não tenha um bom álibi. Afinal, se ele for surpreendido na mentira, perde a credibilidade. Embora eventuais mentiras contadas em uma audiência pública por pessoas investigadas possam trazer revolta aos espectadores, não há o que fazer a esse respeito, pois a lei brasileira não pune a mentira de quem é investigado. Para a testemunha é diferente. Mas, se a testemunha estiver na condição real de investigada, ela terá o mesmo direito.”

Leia a íntegra do artigo na Crusoé, assine a revista e apoie o jornalismo independente.

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