O contrato "nebuloso" da vacina

O contrato “nebuloso” da vacina
Foto: Tony Winston/MS

O contrato da Fiocruz com a AstraZeneca tem “cláusulas abusivas” que podem retardar a entrega da vacina.

Fernando Aith, da USP, disse para O Globo:

“O documento assinado prevê prazos muito largos, oferecendo margem para alterações pautadas pela política. Por exemplo: há uma entrega de vacinas prevista no contrato para julho, mas fazem um acordo de cavalheiros, na palavra, que ela será feita antes, em janeiro. Na hora do vamos ver, o que vale, no entanto, é o contrato. Fica nebuloso. Se estivesse mais claro no contrato, o Plano Nacional de Imunização poderia ter bases mais concretas.”

Ele disse também que, na parte do contrato tornada pública, não há nada sobre o custo da vacina:

“AstraZeneca e Fiocruz alegam que são cláusulas que envolvem sigilo industrial. Mas a Fiocruz, assim como o Butantan, são institutos públicos, as transações envolvem dinheiro público, deveriam ter contratos transparentes.”

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