O controle de gastos da pré-campanha eleitoral

O ex-ministro do TSE Henrique Neves falou ao Estadão sobre viagens, caravanas, comícios e outros atos de pré-candidatos à presidência.

“O que deveria ser feito era liberar a pré-campanha e criar um controle sobre os gastos feitos nessa época. Dessa forma, os candidatos estariam submetidos à fiscalização desde o começo.”

Para Neves, a pré-campanha é um “período complicado”.

“Não pode proibir de discutir política, mas quando alguém começa a usar carro de som, outdoor, jornal e outros meios que demandam dinheiro, isso pode ser examinado pela Justiça como abuso de poder econômico.”

O TSE informou ao jornal que, de acordo com a legislação eleitoral em vigor, “não existem gastos de pré-campanha”.

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  1. Como é um período sem controle de contas BOA PARTE, ou tudo, SERÁ PAGA AGORA NO CAIXA DOIS.
    Quando vierem as prestações de contas veremos que os candidatos gastaram “pouco”.
    Brasil país do futuro que não chega e jamais chegará

  2. Lula minou a Justiça também no aspecto eleitoral, com seu arraigado e recém exibido hábito de forçar os limites das leis. Em 2014, num evento do governo Dilma – espertamente agendado para o período pré-eleitoral – Lula prometeu reeleger Dilma, que, por sua vez, também se gabava de “fazer o diabo” durante as eleições. Como o TSE – sob o comando de Dias Toffoli (o ex advogado petista) -deixou a situação correr solta e, nos últimos instantes da eleição, ainda inventou a “apuração secreta de votos”, aquele tribunal perdeu completamente a moral. Ainda me recordo do discurso de Dias Toffoli durante a posse de Dilma, afirmando: “Não vai haver terceiro turno!!!”, em resposta às compreensíveis suspeitas de fraudes… Fica muito difícil, agora, voltar à rigidez que se espera de uma corte eleitoral.