O 'Ctrl+C, Ctrl+V' do Planalto na CPI da Covid

O Ctrl+C, Ctrl+V do Planalto na CPI da Covid
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Oito requerimentos apresentados pelos senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jorginho Mello (PL-SC) à CPI da Covid apresentam exatamente o mesmo texto, inclusive com erros de português, nos resumos e nas justificativas.

Registros eletrônicos desses pedidos, como já noticiado, mostram que os documentos foram feitos no computador de Thaís Amaral Moura, assessora da Secretaria Especial de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Governo e namorada de Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro.

Os oito pedidos — quatro de Ciro e quatro de Jorginho — são de convites para que defensores do tal ‘tratamento precoce’ e da cloroquina prestem depoimento à CPI. Entre os especialistas listados, estão Bruno Campello de Souza, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Francisco Eduardo Cardoso Alves, do instituto Emílio Ribas; Nise Hitomi Yamaguchi e Paulo Márcio Porto de Melo, do Hospital Militar da Área São Paulo.

No caso dos convites a Bruno Campello, constam nos requerimentos apresentados pelos dois senadores governistas o mesmo erro: o nome do médico foi escrito de forma incompleta na justificativa do pedido.

“O Dr. Bruno Campello de (sic) é Professor Associado da UFPE, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Administração (PROPAD) e do Mestrado Profissional em Administração (MPA).”

Além disso, a conclusão dos oito documentos é idêntica:

“Desta forma, considerando que esta CPI tem como finalidade investigar as ações e omissões do Governo Federal e o uso do dinheiro federal pelos Estados e Municípios no enfrentamento da pandemia da COVID-19, para auxiliar seus trabalhos, entendo como fundamental a presença do especialista indicado neste requerimento, razão pela qual solicito aos nobres parlamentares o apoio para sua aprovação.”

Leia abaixo os requerimentos de Ciro Nogueira e Jorginho Mello relacionados ao médico Bruno Campello de Souza:

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