O custo Valdir Simão

O colunista Felipe Patury, da revista Época, publicou uma nota tão interessante quanto reveladora. Segundo o cálculo da FTI Consulting, se a Lei Anticorrupção, sancionada por Dilma Rousseff no rastro das manifestações populares de um ano e meio atrás, estivesse em vigor, a Petrobras poderia ser multada em até 61 bilhões de reais, por causa do Petrolão. O montante equivale a 20% do faturamento da empresa em 2013.

A lei ainda não vale — se é que valerá um dia — porque o ministro da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão, não a regulamentou, embora tivesse prometido fazê-lo rapidamente.

O Antagonista constata, assim, que a tal lei é um teatro para enganar trouxas, da mesma forma que o pacote anticorrupção a ser anunciado por Dilma Rousseff nos próximos dias.

Não custa lembrar que o ministro Valdir Simão é homem de confiança do reto e vertical Aloizio Mercadante, atual ministro-chefe da Casa Civil. Só faz tudo o que o seu mestre mandar. Falamos que não custa? Custa, sim, e muito.

Valdir Simão não rima com lei anticorrupção