O “despudor raro” de Pimentel

Em 2012, na terceira semana de setembro, Eike Batista foi a Brasília para se encontrar com Guido Mantega e Fernando Pimentel.

Malu Gaspar, em “Tudo ou Nada”, conta:

“O encontro com Mantega, a portas fechadas, duraria cerca de meia hora. Ao sair, Eike não disse palavra. Carregava, porém, um sorriso confiante. No Desenvolvimento, seriam recebidos pelo titular da pasta, Fernando Pimentel, para o almoço. Enquanto saboreavam a comida caseira, o empresário, o político e o lobista desceram o malho no BNDES. Eike reclamava da falta de visão estratégica do banco, com o que Pimentel concordava: ‘Um bando de tecnocratas!’

Em meio às despedidas, com um despudor raro até para os padrões de Brasília, o ministro chamou o empresário para uma sala próxima, onde conversaram sozinhos por dez minutos. Já no carro, enquanto tomavam o rumo do aeroporto, Eike ainda comentou: ‘Estão vendo? Pimentel ficou tão animado que até me pediu ajuda para campanha!'”

O pedido de Fernando Pimentel foi de dois milhões de reais.

A Lava Jato e a Acrônimo são a mesma coisa.

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