O elo entre Eike e Mantega é Lula

Eike Batista procurou Lula quando já praticamente quebrado.

Os dois se encontraram em setembro de 2012, algumas semanas antes que Guido Mantega pedisse a propina de 5 milhões de reais.

O relato do encontro foi feito por Malu Gaspar, no livro “Tudo ou Nada”. Leia aqui:

“Na hora do aperto, o empresário-símbolo da pujança do mercado de capitais nacional, o maior porta-voz do discurso do empreendedorismo puro, igualava-se aos pares que tanto criticara pelo velho recurso de bater à porta do governo. Só o governo, pensava, poderia oferecer solução para o estaleiro e para o porto. ‘Não se preocupe, Eike. O governo te adora’, dizia-lhe o lobista Amaury Pires. ‘O instituto não vai te deixar na mão’.

O instituto — no código interno de ambos — era Lula. E foi ao ex-presidente que o empresário recorreu. Entre maio e setembro de 2012, o ex-presidente e Eike se encontrariam a sós por três vezes. Duas, em visitas de Lula ao Serrador. Nessas conversas, que aconteciam praticamente sem testemunhas, cada vez mais ficava claro que o futuro da OGX — e do grupo X — estava nas mãos da Petrobras.

Lula, então, acionou seus dois maiores aliados no governo: a própria presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Coube ao ministro, que era também presidente do conselho da Petrobras, receber Eike, com Pires a tiracolo, no início de julho, em Brasília”.

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