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O enfraquecimento de Marcos Pereira e a autofagia do Centrão

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A reforma ministerial que Michel Temer terá de fazer — pelas contas de hoje, 17 dos 28 ministros deixarão seus cargos até abril para se candidatarem em 2018 — vai provocar mais uma autofagia no Centrão.

As mudanças no comando das pastas, apurou O Antagonista, têm tudo para começar ainda em 2017 mesmo, principalmente se o PSDB (com quatro ministros) confirmar o desembarque do governo.

Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, por exemplo, é um dos que devem sair antes da hora. Ele quer se lançar ao Senado pelo Rio de Janeiro pelo PRB, partido que preside e ao qual o atual prefeito da capital fluminense, Marcelo Crivella, é filiado.

Esse ministro, não se esqueçam, é aquele para o qual delatores da JBS dizem ter repassado 4,2 milhões de reais, inclusive em dinheiro vivo, para, em contrapartida, ganharem uma ajudinha na liberação de empréstimos pela Caixa Econômica.

No Planalto, a avaliação é de que o “PRB anda fraco demais” para ter uma pasta tão importante e, além disso, com um ministro tão enrolado.

PTB e Podemos, legendas também do Centrão, já estão a postos para indicar nomes.

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