O escândalo que a Folha subestimou

Não será por falta de falta de vergonha que o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, deixará de conseguir o seu grande objetivo: uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Ele não só escreveu a instrução normativa que transforma o Tribunal de Contas da União em mero avalista da Controladoria-Geral da União nos acordos de leniência que o governo quer assinar com as empreiteiras do Petrolão — acordos que permitem às empresas continuar faturando com contratos públicos, a fim de que livrem a cara de Lula e Dilma no escândalo. Luís Inácio Adams também manteve encontros, nos últimos meses, com representantes da empreita bandida, para “discutir sobre os acordos de leniência” — PORTANTO, ANTES DE REDIGIR A INSTRUÇÃO NORMATIVA APENAS ASSINADA PELO MINISTRO BRUNO DANTAS DO TCU, como O Antagonista noticiou com exclusividade.

A notícia foi dada pela Folha, na seção de notas Painel, mas deveria ter sido manchete. É um escândalo tão grande quanto o das reuniões secretas de José Eduardo Cardozo com advogados de empreiteiras.

Resumindo: além do ministro da Justiça, também o advogado-geral da União faz advocacia administrativa para a bandidagem do Petrolão. Advocacia administrativa, frisemos, é crime previsto no Código Penal.

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