O Estadão de Direito segue aos pés de Temer

O Estadão chama de “histeria” dos “cruzados da luta anticorrupção” a tese de que o governo pretende interferir no andamento da Lava Jato com a escolha de Raquel Dodge para a PGR e a desconfiança de que ela atuará para proteger o presidente da República e outros políticos sobre os quais pesam acusações.

O jornal defende Michel Temer, pela enésima vez, daqueles “que veem inimigos da Lava Jato por todos os lados”, alegando que o presidente não tem obrigação de escolher a segunda da lista tríplice da categoria (como se alguém tivesse dito o contrário).

Mais do que isso, porém, o Estadão afirma que “quando o debate chega a esse nível” – de um procurador da Lava Jato ver na suspensão da emissão de passaporte uma prova de que o governo tenta sufocar a PF – “é porque passou da hora de ter na chefia do Ministério Público alguém que imponha um pouco mais de moderação a seus comandados”.

“Espera-se que Raquel Dodge, ao assumir em setembro sua nobre missão, seja firme no combate à corrupção, mas que restitua ao Ministério Público, o quanto antes, o respeito absoluto à lei.”

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