O estatismo tucano

João Domingos escreve no Estadão neste sábado sobre a crise existencial do PSDB.

Mas dá o seguinte exemplo no meio do artigo:

“Quando o governo do Rio se viu obrigado a mandar à Assembleia Legislativa um projeto de lei que autorizava a privatização da Cedae, a companhia de água e esgotos do Estado, os tucanos se posicionaram contra a proposta. Ora, a vida toda o PSDB espalhou a ideia de que é a favor de um Estado mínimo e da privatização de estatais. Como a venda da Cedae não beneficiaria o partido, ficou contra. Naquele momento, igualou-se aos outros, pisou em sua história.”

Quem espalhou a ideia de que o PSDB é a favor de um Estado mínimo e da privatização de estatais foi o PT.

O PSDB foi e continua sendo o partido de Geraldo Alckmin, que, diante do rótulo de “privatista” aplicado a ele pela campanha de Lula em 2006 para fins de demonização, vestiu uma jaqueta com os símbolos das estatais para provar o contrário.

O estatismo, aliás, é um dos principais motivos pelos quais a direta liberal não engole o velho tucanato.

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  1. Tecnicamente uma empresa pública, se for bem administrada e provida com recursos humanos e materiais eficazes e efetivos, sem a ingerência tóxica de partidos e políticos corruptos e incompetentes, pode sobreviver e até trazer retornos ao tesouro e benefícios à sociedade. Entre 1995/1998, o então governador Marcelo Alencar, sua prole e seu grupo ligados ao PSDB fluminense empenharam-se em privatizar, via regime de concessões, as empresas estatais, incluindo todas as de serviços de transporte público. A CEDAE só não entrou no pacote por causa de forte pressão corporativa e pelo término do mandato, após quatro anos do programa de “reformas tucanas”, em sintonia com o primeiro governo FHC. Em seguida, o estado do Rio foi sucessivamente governado pelo casal Garotinho/Rosinha, a petista Benedita e os não menos famosos Serginho Cabral e L.F. Pezão. Resumindo: além de tudo o que de mais escabroso a Lava Jato vem desvendando e a imprensa noticiando e da chaga da violência urbana, o contingente de trabalhadores sem ocupação no ERJ, hoje em dia, é de 1.300.000 pessoas, o maior do Brasil. Não há luz no fim do túnel porque dinamitaram até o túnel.