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"O estrago está feito, mais um"

“Guedes fica, mas o teto está, na melhor das hipóteses, comprometido", diz o economista Roberto Ellery Júnior
“O estrago está feito, mais um”
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O economista Roberto Ellery Júnior comentou em mensagem enviada a O Antagonista a gambiarra fiscal do governo chancelada por Paulo Guedes (foto) para bancar o Auxílio Brasil e tentar impulsionar o projeto de reeleição de Jair Bolsonaro.

Guedes fica, mas o teto está, na melhor das hipóteses, comprometido. Um dos pontos mais importantes do teto era forçar o conflito político em torno do orçamento, para aumentar recursos destinados a uma área o governo (ou o Congresso) teriam de tirar de outra área e não mais mandar a conta para o pagador de impostos no presente ou no futuro via dívida”, afirmou.

A saída usada pelo governo, e chancelada por Guedes, para financiar o auxílio retoma o antigo paradigma de encontrar recursos para financiar novos gastos. Guedes usou esse tipo de argumento, por exemplo, quando reclamou do Senado não aprovar a reforma do IR que traria recursos para financiar o programa permanente. Foi com esse tipo de argumento que o gasto passou décadas crescendo mais do que o razoável. O estrago está feito, mais um.”

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