O fantasma de Celso Daniel

O empréstimo do Banco Schahin a José Carlos Bumlai, revelado pela Istoé, ajuda a elucidar um caso extraordinariamente intricado.

Recapitulando o relato de Marcos Valério:

1) Ronan Maria Pinto, um empresário de Santo André, estava chantageando Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho com denúncias sobre a morte de Celso Daniel.

2) O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, contraiu um empréstimo de 12 milhões de reais junto ao Banco Schahin.

3) Guilherme Estrella, diretor da Petrobras e ligado a José Dirceu, negociou um contrato com uma empresa do grupo Schahin e os 12 milhões de reais do empréstimo de José Carlos Bumlai foram saldados com o dinheiro desviado da estatal.

4) Silvio “Land Rover” Pereira convocou Marcos Valério ao hotel Sofitel e pediu-lhe para apagar o rastro do dinheiro roubado da Petrobras usando suas empresas para repassar o produto da chantagem a Ronan Maria Pinto.

5) Marcos Valério encontrou Ronan Maria Pinto e o jornalista Breno Altman no hotel Pullman, no Ibirapuera. Breno Altman, atualmente no site Brasil247, é um velho conhecido de Enivaldo Quadrado, um dos membros da quadrilha de Alberto Youssef.

6) Uma empresa de Marcos Valério fez um empréstimo a uma empresa de Ronan Maria Pinto e uma cópia desse documento foi apreendida no escritório de Enivaldo Quadrado, o velho conhecido de Breno Altman.

7) José Carlos Bumlai e o Banco Schahin sempre negaram o empréstimo, mas agora temos a prova de que ele realmente existiu.

8) O empréstimo é fantasma, a empresa de Ronan Maria Pinto é fantasma e Celso Daniel é fantasma.

Triangulando o dinheiro da chantagem