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O festival da "fonte anônima"

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A Folha entrou no festival da “fonte anônima”. Como a matéria de hoje com mais diálogos roubados de Deltan Dallagnol não tem nada que incrimine os procuradores ou Sergio Moro, ela foi construída sobre uma declaração de uma “pessoa” ao jornal — que, obviamente, deve ser um advogado de defesa de alguém implicado na Lava Jato.

“Uma pessoa que acompanhou as conversas da OAS com a Lava Jato na época disse à Folha que, inicialmente, Léo Pinheiro descreveu o tríplex como um presente que oferecera a Lula sem pedir nada em troca. Segundo essa pessoa, a insatisfação dos procuradores o levou a mudar sua versão pelo menos duas vezes até chegar àquela adotada em 2017.”

Sim, os procuradores estavam insatisfeitos porque Léo Pinheiro estava mentindo, como ficou demonstrado pelas provas obtidas contra Lula no caso do triplex. Sim, o triplex foi um “presente”, mas pelos serviços prestados pelo petista à OAS quando ocupava a Presidência da República. Sim, Gilmar Mendes, os vazadores são advogados, não procuradores, como a Folha entrega.

Em geral, procuradores não gostam de mentiras. Jornalistas também deveriam não gostar.

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