O fiasco da "transferência de tecnologia" da vacina

O Brasil não tem capacidade para desenvolver uma vacina contra a Covid-19.

Ao apostar todas as suas fichas na Fiocruz, o nacionalismo bolsonarista acabou mandando os brasileiros para o fim da fila.

A epidemiologista Carla Domingues disse para a Folha de S. Paulo:

“Países que fizeram análise de risco e asseguraram as assinaturas de contratos com as empresas Pfizer e Moderna, que foram as primeiras empresas a conseguirem o registro emergencial de suas vacinas nas agências reguladoras dos seus respectivos países, já iniciaram a vacinação no mês de dezembro de 2020.

O governo brasileiro optou por um caminho mais cauteloso (…). Com isso, o país ficou no final da fila, pois esses laboratórios agora não dispõem de doses para entrega imediata para serem vendidas para o Brasil.

Biomanguinhos e Butantan, apesar de serem grandes produtores de vacinas e garantirem a produção de cerca de 75% das vacinas distribuídas pelo PNI, não têm ainda o conhecimento tecnológico para desenvolver uma vacina contra a Covid. 

Diante da pandemia, os dois laboratórios produtores nacionais foram buscar acordos de transferência de tecnologia com laboratórios internacionais (…).

Na vigência dos acordos, esses laboratórios precisam seguir uma série de passos até que possam obter permissão da Anvisa para realizar toda a produção no país, e esse processo se dará ao longo dos próximos meses.”

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