O "grave desvio de personalidade" de Bolsonaro

O “grave desvio de personalidade” de Bolsonaro
Reprodução/Foco do Brasil

“A biografia do capitão Jair Messias Bolsonaro feita do CEPEDOC da Fundação Getúlio Vargas é uma exemplar sucessão de fatos que o levaram à presidência da República devido à leniência com que foi tratado, tanto no Exército quanto no Congresso”, diz Merval Pereira.

“Não foi apenas o general Geisel que o considerou ‘um mau soldado’. O coronel Carlos Alfredo Pellegrino, em relatório, disse que Bolsonaro tentava liderar oficiais subalternos, mas não conseguia pela ‘falta de lógica, racionalidade e equilíbrio na apresentação de seus argumentos’. No julgamento do STM, foi acusado de ter ‘grave desvio de personalidade’. Em 1991, no primeiro de seus mandatos de deputado federal, defendeu o retorno do regime de exceção, e o fechamento temporário do Congresso Nacional. Para ele, muitas leis atrapalhavam o exercício do poder e que, ‘num regime de exceção, o chefe, que não precisa ser um militar, pega uma caneta e risca a lei que está atrapalhando’”. 

O diagnóstico do coronel foi perfeito. Leia a reportagem da Crusoé: “Bolsonaro está louco?”

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