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O guardanapo de Joaquim Levy

A Operação Golias prendeu na semana passada o ex-banqueiro Edson Menezes, acusado de pagar propina a Sergio Cabral em troca da contratação do banco Prosper, que presidia, para preparar a privatização do BERJ – a parte do Banerj que não foi comprada pelo Itaú.

A investigação alcançou a FGV Projetos, que repassou ao Prosper o dinheiro que escoou para o bolso do então governador do Rio. Também teriam sido beneficiados os secretários de Governo (Carlos Wilson) e da Casa Civil (Regis Fichtner).

O MPF poderá chamar a depor o então secretário de Fazenda do Rio, Joaquim Levy, que trabalhou intensamente pela privatização do BERJ.

Levy deixou o governo Cabral em maio de 2010, um mês depois do lançamento do edital para a venda do Banco do Estado. Em junho, foi contratado pelo Bradesco, que venceria o leilão no ano seguinte.

Os procuradores lembram que, em setembro de 2009, Levy integrou a célebre comitiva de Cabral a Paris, que ficou conhecida como a “farra dos guardanapos” – Levy saiu em fotos ao lado do grupo de Cabral, mas sem guardanapo na cabeça.

Em 2014, ele deixou o Bradesco para assumir o Ministério da Fazenda de Dilma, no lugar de Guido Mantega, “o pós-itália”.

O MPF também deverá interrogar Paulo de Tarso Campolina, liquidante do BERJ e ligadíssimo ao ex-ministro Carlos Gabas, alvo da Operação Custo Brasil ao lado de Paulo Bernardo. No início do governo de Michel Temer, Gabas tentou emplacar Campolina no Dataprev.

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