O “homem de confiança” de PB

Na denúncia apresentada pelo MPF, Paulo Bernardo figura como chefe do chamado “núcleo político” do esquema. Impressiona o nível de detalhamento da participação de cada integrante e sua relação com PB.

Além de Duvanier Paiva, que morreu, outro homem de confiança de PB era Nelson de Freitas, que continua preso na carceragem da Polícia Federal em São Paulo. Ele embolsou R$ 1 milhão do esquema.

“Nelson de Freitas também teve participação ativa no esquema. Pessoa de confiança de Paulo Bernardo, Freitas era diretor responsável pela área de tecnologia e foi quem ‘cuidou de tudo’ e teve uma ‘participação muito importante na implantação do Acordo de Cooperação Técnica’ com a Consist.”

O MPF ressalta que, no MPOG, Freitas era subordinado a Duvanier e atuou diretamente “para que o negócio com a Consist fosse adiante, desde antes da assinatura formal, trabalhando para que esta fosse a empresa contratada”.

“Antes e depois da assinatura do ACT, a atuação de Nelson de Freitas é intensa, defendendo os interesses da Consist e dos parceiros. Recebeu aproximadamente um milhão de reais em vantagens indevidas por intermédio de Washington Vianna.”

Quando assumiu o Ministério das Comunicações, Paulo Bernardo nomeou Freitas como diretor dos Correios. Não é pouca coisa.