O jogo de empurra e o plano para abafar o caso Chico

O jogo de empurra e o plano para abafar o caso Chico
Comissão de Meio Ambiente (CMA) realiza audiência pública para analisar os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a preservação ambiental por produtores rurais. Em destaque, à bancada, senador Jayme Campos (DEM-MT). Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Uma semana depois de a Polícia Federal ter encontrado dinheiro nas nádegas do senador Chico Rodrigues (DEM), segue em curso a movimentação no Senado para abafar o caso, apostando no esquecimento.

O presidente do Conselho de Ética, senador Jayme Campos, do mesmo DEM de Chico, que participou da articulação para o afastamento de Chico do mandato por 121 dias, jogou para a Mesa Diretora a responsabilidade por não poder instalar o Conselho, em meio à pandemia da Covid-19.

Ele disse:

“Não tenho autoridade nem a prerrogativa de convocar o Conselho diante dessa resolução, que foi feita pela Mesa, baseada num decreto do Poder Executivo diante dessa pandemia que estamos vivenciando no país.”

A Mesa Diretora do Senado, em quase dois anos da gestão de Davi Alcolumbre, também do DEM de Chico, reuniu-se uma única vez, para poder confirmar a cassação de Juíza Selma (Podemos).

Jayme Campos também está elogiando a decisão de Chico de sair de cena — claro, ele ajudou a costurá-la.

“A representação contra Chico Rodrigues foi encaminhada à Advocacia do Senado. Aí vamos depois analisar e escolher o relator, por meio de sorteio, para que o senador tenha direito a ampla defesa.”

Daqui a pouco tempo, os senadores não vão querer mais tocar no assunto, assim como o fizeram quando da suposta fraude na eleição de Alcolumbre — foram 82 votos, sendo que são 81 senadores.

Leia mais: Enquanto Brasília faz tudo errado, a Crusoé continuará fazendo o certo: fiscalizando o poder.
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