O ministro predileto

Gilmar Mendes só consegue anular tantos inquéritos porque é escolhido pelos advogados dos próprios investigados.

A Crusoé relatou o caso de Guido Mantega, por exemplo:

“Na maioria das vezes, os recursos são encaminhados diretamente para o gabinete do ministro que os próprios advogados citam como prevento, sem uma análise mais criteriosa. Se o magistrado não devolve o processo, fica confirmada a prevenção, a não ser que outro ministro questione a distribuição, o que também é raro dentro da corte.

Os registros no sistema de acompanhamento processual sugerem que foi isso ocorreu, por exemplo, com uma reclamação feita pelo ex-ministro Guido Mantega contra a tramitação do inquérito no qual ele é acusado de ter recebido propina da JBS junto à 13ª Vara Federal de Curitiba, onde correm os processos da Lava Jato no Paraná. A petição foi autuada na Coordenadoria de Processamento Inicial às 14h03 do dia 26 de agosto de 2019. Às 15h14, ela já dava entrada no gabinete de Gilmar Mendes, por prevenção. Na ocasião, a defesa de Mantega alegou que cabia ao ministro analisar o recurso porque ele guarda conexão com outro processo do qual Gilmar assumiu a relatoria após o relator original, o ministro Edson Fachin, ter sido voto vencido na 2ª Turma do STF (…).

Foi no curso dessa reclamação de Mantega que Gilmar anulou parcialmente a operação envolvendo o ex-ministro.”

Leia a reportagem completa aqui.

 

Leia mais: O mecanismo no STF.
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