O pai do investigado

“A Justiça, como se sabe, é cega”, diz Josias de Souza. “Mas certos magistrados desenvolvem requintados mecanismos de audição.

Tome-se o caso do desembargador Bernardo Garcez. É corregedor-geral de Justiça do Rio de Janeiro. Integra a Turma Especial do Tribunal de Justiça do estado. É esse colegiado que julgará o processo sobre o caso da rachadinha, estrelado por Flávio Bolsonaro. Na última sexta-feira, o doutor e suas orelhas estiveram com o pai do investigado. Sem alarde, permaneceram com Jair Bolsonaro por duas horas, no Palácio do Planalto.

O encontro com o desembargador foi solicitado pelo presidente da República. Sobre o que conversaram? O Planalto não informa.”

A reportagem de capa da Crusoé denuncia a filhocracia nos tribunais superiores, que permanece oculta. A filhocracia no Palácio do Planalto é diferente: ela é esfregada em nossa cara, sem o menor constrangimento.

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