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O poder de Gilmar para tirar Celso do julgamento sobre Moro

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Embora tenha dito que quer pautar o habeas corpus de Lula que pede a suspeição de Sergio Moro neste semestre, Gilmar Mendes pode adiar por quanto tempo quiser o julgamento.

É ele quem determina a data de retomada da análise do pedido, iniciada em junho do ano passado, por ter pedido vista e por ser o presidente da Segunda Turma.

Mas se resolver deixar o caso para depois de novembro, Gilmar Mendes poderá, na prática, retirar da decisão o ministro Celso de Mello, cujo voto será decisivo para a manutenção ou anulação das duas condenações de Lula na Lava Jato.

O ministro se aposenta em novembro e, em seu lugar, assumirá a cadeira um nome indicado por Jair Bolsonaro que seja aprovado pelo Senado.

Celso de Mello não pode antecipar o voto, para forçar sua participação, porque isso só ocorre durante o curso do julgamento, cuja retomada, como dissemos, depende de Gilmar.

Além dele, Ricardo Lewandowski já sinalizou que votará contra Moro. Cármen Lúcia tende a votar com Edson Fachin contra a suspeição do ex-juiz.

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