O que o livro sobre João Santana não conta: o passa-fora de Dilma

O jornalista Luiz Maklouf Carvalho lançou o livro “João Santana, um Marqueteiro no Poder”. É a história de sucesso do marqueteiro que fez a campanha eleitoral mais infame, mais mentirosa, mais danosa ao Brasil de toda a nossa triste história democrática — a que reelegeu Dilma Rousseff, a ex-guerrilheira de esquerda. Se estamos na situação atual, a culpa também é de Santana, que ganhou 70 milhões de reis pela sujeira.
No livro, ele poderia ter tentado ser marqueteiro de si próprio e fingido ser elegante ou, pelo menos, educado. Não, Santana é Santana, e desse destino ele não pode escapar. Aproveitou a chance para xingar meio mundo. Marina e Aécio são “derrotados fanfarrões” e “não estavam à altura de Dilma” O governador mineiro Fernando Pimentel, que o descartou para fazer a sua campanha no estado, é “a bicha mais invejosa que tem”. 
Quanto à campanha de Aécio, ele diz que fez um “um uso amador da mediocridade” — o que permite concluir que Santana, por sua vez, fez um uso profissional da mediocridade da sua candidata. E, para tanto, recorreu à desonestidade mais inescrupulosa.
O que o livro não conta, O Antagonista revela: João Santana levou uma passa-fora de Dilma Rousseff, a ex-guerrilheira de esquerda, logo depois da eleição. Não se falam desde dezembro. A Rainha de Copas talvez tenha achado que o reizinho na barriga de Santana estava muito à vontade, e sob as ordens diretas do mentor Lula. Podem se reaproximar? Vai saber. Mas, por ora, ela não pode ouvir falar nele.
Em resumo, como diziam os antigos, é na vitória que se conhece o verdadeiro caráter de um homem. E a sua falta de caráter.


A alma de Santana, por Bosch

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