Assine
Acesse
Acesse o Antagonista+ Acesse a Crusoé

O "requinte de crueldade" do bolsonarismo

Depois das últimas descobertas da CPI da Covid, chamar Jair Bolsonaro de genocida deixou de ser um exagero retórico
O “requinte de crueldade” do bolsonarismo
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Jair Bolsonaro já pode ser chamado de genocida, segundo Merval Pereira.

“O que temos até agora já é suficiente para que a CPI da Covid possa apresentar um relatório tenebroso. O que era um exagero de retórica política, chamá-lo de genocida, passou a ser uma acusação baseada em fatos e apoiada por uma comissão de juristas, pois os experimentos médicos feitos sob inspiração do governo estão comprovados, como no depoimento do diretor-presidente da Prevent Senior.

Quando, no início da gestão de Pazuello, o governo resolveu alterar a metodologia da contagem de mortos na pandemia por imaginar que havia supernotificação da doença, já tinha em mente manobras como as da Prevent Senior, que registrava pneumonia em vez de Covid-19 para reduzir o número de óbitos. Vemos agora que havia uma subnotificação, como os organismos médicos suspeitavam, não apenas pelas mortes não registradas nas regiões mais pobres do país, mas, com requinte de crueldade, em hospitais que, sob os auspícios do governo, maquiavam para baixo a taxa de mortalidade.”

Mais notícias
TOPO