O Réveillon de Crivella já tem tema: será a festona da Covid

Já dissemos que a pandemia no Brasil iria acabar por decreto. É o que está fazendo, por exemplo, João Doria, com a sua “calibragem” do processo de reabertura no estado de São Paulo.

Na cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella deu um passo além: ele pretende fazer uma pesquisa para perguntar aos cariocas se o Réveillon em Copacabana deve ou não ser realizado. “Fazemos uma amostra, consultamos a população, verificamos o que eles acham, o que eles não acham, e assim a gente vai tentando construir um consenso neste momento de crise”, disse ele, depois de voltar atrás no cancelamento da festa que, segundo o prefeito, só poderia ocorrer depois da aplicação da tão esperada vacina contra a Covid-19. Crivella sucumbiu às pressões do setor hoteleiro.

Não é preciso fazer pesquisa para verificar a qualidade dos homens públicos brasileiros. Eles vêm fazendo tudo errado e da maneira mais pateta possível. Aponta-se o dedo acusador apenas para Jair Bolsonaro, mas o fato é que a maioria é abominavelmente irresponsável. A economia já estaria inteiramente aberta, e há dois meses, pelo menos, se o país tivesse adotado uma política de contenção mais rígida logo no início, com todos os estados e municípios trabalhando com alguma coordenação. Houvéssemos feito certo, estaríamos todos agora nas ruas, sob risco bem menor,  controlando apenas eventuais focos de Covid-19 que surgissem.

Crivella quer construir um “consenso neste momento de crise”, para organizar uma festa com dois milhões de pessoas durante uma pandemia que, em dezembro, estará longe de terminar. O Réveillon de Crivella já tem tema: será a festona da Covid-19. O coronavírus já canta “ai, ai, ai, ai, está chegando a hora”.

 

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