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"O senhor não pode falar que é cristão", diz Omar, caracterizado de palhaço por coronel

O coronel Helcio Bruno, do Instituto Força Brasil, foi confrontado pelos senadores da CPI com publicações negacionistas da entidade
“O senhor não pode falar que é cristão”, diz Omar, caracterizado de palhaço por coronel
Foto: Pedro França/Agência Senado

O coronel Helcio Bruno, presidente do instituto bolsonarista Força Brasil, foi confrontado pelos senadores da CPI da Covid com prints de publicações feitas no site oficial da entidade.

Entre elas, uma imagem em que o presidente da comissão, Omar Aziz, aparece vestido de palhaço. A página se refere à CPI como picaretas tratando com picaretas e sendo julgado com picaretas”.

Helcio também foi confrontado com uma publicação com o título “Maioria dos brasileiros é imune à Covid”. O depoente preferiu não responder aos questionamentos sobre as postagens, recorrendo ao habeas corpus concedido pelo STF.

O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues, afirmou que publicações como essa contribuíram para as mais de 566 mil mortes por Covid no Brasil.

Eu queria saber quantas pessoas foram levadas à morte por publicações desse tipo. Quantos dos 566 mil estão mortos por conta desse tipo de publicação? Quantos? É isso o que os senadores do governo querem defender, que as pessoas são imunes à Covid?”

O relator, Renan Calheiros, completou: “O coronel Helcio Bruno montou um instituto para torpedear o SUS e entregar ao setor privado a venda de vacinas e defende isso tudo aqui como se fosse possível.”

O presidente da comissão, Omar Aziz, questionou os valores cristãos do coronel.

“O senhor me desculpe, mas vou falar uma coisa, o senhor não pode falar que é cristão tendo essas atitudes, induzindo as pessoas ao suicídio. É muito fácil usar o nome de Jesus aqui, usar o nome de Cristo, mas induzir as pessoas à morte.”

Durante o depoimento o site do Instituto Força Brasil foi tirado do ar.

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