O suposto desvio de dinheiro da Odebrecht para "Michel Temer ou José Yunes"

A “possível relação de negócios” entre Michel Temer e o ex-assessor presidencial José Yunes, seu amigo há 50 anos, tem conexão com o inquérito sobre as menções na delação da Odebrecht ao presidente e aos ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco.

Foi o que afirmou a Thiago Delabary, delegado responsável pela investigação, o delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pelo inquérito dos portos, ao mandar compartilhar as informações na última quarta-feira (22), informa Andréia Sadi no G1.

Em documentos anexados ao inquérito dos portos, investigadores do MPF apontam o recebimento de um e-mail, com remetente anônimo, contendo informações de um suposto desvio de dinheiro da Odebrecht para “Michel Temer ou José Yunes”.

A denúncia anônima afirma que empresa do ramo imobiliário administrada pelos filhos de Yunes – a Yuny incorporadora – teria adquirido Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção emitidos pela Prefeitura de São Paulo) no valor de R$ 68 milhões em 2012 e os vendeu para a Odebrecht no ano seguinte por R$ 97,5 milhões “gerando à Yuny incorporadora lucro de quase R$ 30 milhões”.

De acordo com o denunciante, a Yuni não teria sequer pago os Cepacs, já que a venda para a Odebrecht aconteceu no mesmo mês em que seria paga a compra original. A denúncia incluiu em documento anexo o contrato inicialmente confidencial entre a Yuni e a Odebrecht, e dados das demonstrações financeiras da Yuni que apontam os valores pagos e recebidos no negócio.

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