O terrorismo virtual de Dilma

O Antagonista denunciou a DOC Informática um ano atrás.

Mostramos que se tratava de uma empresa fantasma e que havia sido contratada para disparar mensagens fraudulentas contra Aécio Neves às vésperas do segundo turno.

Agora que o caso estourou no TSE, sugerimos que a PGR e a PF investiguem também a Door2Door.

Releia o que publicamos em junho de 2015:

A guerrilha virtual se intensificou às vésperas do segundo turno, com a difusão de mensagens eletrônicas terroristas que associavam Aécio Neves ao fim do Bolsa Família e do Minha Casa, Minha Vida.

O Antagonista deu a ficha da DCO, que tem uma sede fantasma em Uberlândia e que recebeu 4,8 milhões de reais de Dilma Rousseff para enviar mensagens eletrônicas.

A ficha da Door2door, de Belo Horizonte, que recebeu 4,2 milhões de reais da campanha petista, talvez seja ainda mais intrigante.

A empresa foi contratada em 13/10/2014 para enviar SMSs, como mostra esta nota fiscal reproduzida no site do TSE:

A Door2door pertence a Peterson Querino, dono da construtora Casa Mais:

A Casa Mais, como disse o próprio Peterson Querino, tem “uma linha de produtos econômicos, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida”.

No ano passado, ele calculou um crescimento de 800% no “volume de financiamentos com recursos da Caderneta de Poupança”, com lançamentos estimados em 300 milhões de reais.

Pergunta para o ministro Gilmar Mendes, para os procuradores da República e para a PF: a Door2door usou os cadastros do programa Minha Casa, Minha Vida para enviar os SMSs da campanha eleitoral de Dilma Rousseff?

E também:

A Door2door, CNPJ 07.128.391/0001-73, ganhou de Dilma Rousseff 4.271.000 reais. O pagamento foi realizado no mesmo dia que o da DCO, 25/10/2014, um sábado.

A empresa está registrada em Belo Horizonte, na rua Rio Grande do Sul 1040, loja 10, e as únicas referências a ela são um corretor de imóveis, Peterson Rosa Querino, e um certo Daniel Pinheiro Furtado.