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O truque e o tombo do chefão da PF de Michel Temer

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Em fevereiro, o então diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, concedeu entrevista à Reuters afirmando que não havia indícios de que o presidente Michel Temer recebera pagamento da Rodrimar no caso do Decreto dos Portos e sugerindo o arquivamento da investigação em curso na PF.

Pegou muito mal o fato de o diretor-geral sugerir o desfecho de uma investigação comandada por um delegado da corporação — e ainda defender a punição dele (Cleyber Malta, no caso).

A situação só piorou com a revelação feita por O Antagonista, dias depois: a jornalista (que fez a entrevista com Segovia, juntamente com Ricardo Brito) era casada com o agente da PF Bruno Ramos Craesmeyer.

Craesmeyer, por sua vez, fora nomeado chefe da Divisão de Comunicação Social do gabinete de Segovia em 22 de janeiro, 18 dias antes da publicação da entrevista pela Reuters.

O curioso é que Segovia chegou a dizer a O Antagonista que havia sido “mal-interpretado” e a entrevista, “distorcida”.

No entanto, omitiu a ligação entre a jornalista e seu chefe de Comunicação.

Segovia caiu dias depois.

Temer segurou-se no Planalto.

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