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"O uso crescente de reforços é imoral, desigual e injusto e tem que parar", diz diretor-geral da OMS

Tedros Adhanom diz que mais de 50% das populações de todo o mundo já receberam 1 dose, enquanto esse índice é de apenas 7% na África
“O uso crescente de reforços é imoral, desigual e injusto e tem que parar”, diz diretor-geral da OMS
Reprodução/OMS/YouYube

Em entrevista à CNN, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus (foto), classificou como “imoral” a distribuição de doses de reforço contra a Covid em alguns países, enquanto as vacinas sequer chegaram em todo o continente africano.

“O uso crescente de reforços é imoral, desigual e injusto e tem que parar”, afirmou. “Começar reforços agora é realmente o pior que podemos fazer como comunidade global. É injusto e também cruel porque não vamos parar a pandemia ignorando um continente inteiro, um continente que não tem nenhuma capacidade de fabricação de outros meios.”

Segundo Tedros, América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e Oceania administraram uma única dose de vacina a mais de 50% de suas populações, enquanto apenas 7% da população da África recebeu uma dose.

Em setembro, a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos autorizou doses de reforço da vacina da Pfizer para alguns grupos da população. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) instruiu os países da União Europeia a emitir “recomendações oficiais sobre o uso de doses de reforço, levando em consideração os dados de eficácia emergentes e os dados de segurança limitados”.

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