O valor da delação de Salim

Se o pecuarista José Carlos Bumlai tem dever de fidelidade a Lula, o mesmo não ocorre com Salim Taufic Schahin, descendente de sírios e patriarca do grupo, que começou com incorporações imobiliárias e construção civil, passou pelo mercado financeiro e avançou nos setores de energia e petróleo.

Até hoje, está mal explicada a venda do Banco Schahin para o BMG, com um rombo bilionário que nem o Banco Central viu ou fingiu não ver. Sabe-se que US$ 100 milhões foram desviados para a Suíça e usados na alavancagem do empréstimo para a construção das primeiras sondas para a Petrobras.

Salim tem simpatia por Lula e só. Ele pode contar sobre como franqueou as offshores do grupo ao PT, mas não entregará essas informações de bandeja. É um comerciante e vai negociar até obter o máximo de vantagem com sua delação.

Se for bem pressionado, poderá entregar os valores das propinas pagas em cada um dos contratos de fretamento de navios-sondas e plataformas. Trata-se de uma das grandes áreas de sombrada Petrobras.

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