O vidão de "empreiteiro" do líder do PCC

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Executado em 15 de fevereiro no Ceará, Rogério Jeremias de Simone, de 41 anos, o Gegê do Mangue, líder do PCC fora dos presídios, morava em uma mansão em Fortaleza, avaliada em R$ 2 milhões e registrada no nome de um laranja, informa O Globo.

“A casa servia como base entre as viagens que fazia para a Bolívia. Em um dos metros quadrados mais caros da região, tinha dois BMW X6M e um Range Rover Sport 3.0. Morava no mesmo condomínio em que vive o cantor Wesley Safadão. A não ser pelo companheiro de facção Fabiano Alves de Souza, o Paca, também morto, poucos imaginavam a real identidade do traficante, que dizia ser ‘empreiteiro’.

Apesar da desconfiança que gerava por sua riqueza, Gegê incorporou hábitos de um morador normal. No último ano, além de frequentar o mercado local, foi visto no restaurante do outro lado da rua, comendo tapioca e tomando café, no carnaval das badaladas praias de Beberibe e no Beach Park, o maior parque aquático da América do Sul, a 26 quilômetros de Fortaleza.

Junto ao seu corpo, foi encontrada uma corrente de ouro de R$ 400 mil.”

Um morador do condomínio disse ao jornal:

“Todo mundo estava desconfiado da rotina e dos carros de luxo, mas ninguém podia dizer nada, pois eles estavam aqui como moradores. Não está se falando nada para evitar que o caso tome maiores proporções. Todos estão com medo.”

Comentários

  • Alexandre -

    Dois milhões não se acha em nenhuma esquina, então, como o sistema bancário não detectou esse dinheiro? Na transferência do imóvel, como a receita não detectou essa fraude? Novamente, essa propriedade teria de ser declarada em algum IR, como a receita não detectou? Não podem dizer que não sabem, pois qualquer 10 mil já tem de ser explicado, qualquer noa de R$100, de médico, é auditada e qualquer transferência de imóvel ou veículo tem de ser informado. Aguardo explicações do BC e RF.

  • Leonam -

    Creio que é isso mesmo, um empreiteiro. Afinal, a diferença entre ele e os da lava-jato, é que nasceu pobre.

  • Anonimo -

    Iguais a eles existem muitos no Rio e no interior do Brasil. Aliás, a Receita e PF deviam estar mais atentas a isso, procurar riquezas (lavagem sendo feita, muita coisa já deve estar alva) aplicadas em cidades pequenas e com plantação de laranjas no interior de MG, ES, CE, SP...e Brasil afora. É só procurar, ampliar as ações.

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