"Óbvio que atacar o maior cliente é sempre muito perigoso", diz ex-líder da bancada do agro

“Óbvio que atacar o maior cliente é sempre muito perigoso”, diz ex-líder da bancada do agro
Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB), que presidiu a Frente Parlamentar Agropecuária, disse a O Antagonista que as declarações de Eduardo Bolsonaro sobre a China são “desnecessárias” e causam “dor de cabeça” para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e para os produtores, principalmente.

“Com certeza, essa história já está trazendo dor de cabeça para a ministra, para os empresários, para os produtores. Cada vez que surge uma guerra política dessa, quem paga a conta é quem produz.”

Ontem, como noticiamos, a embaixada da China no Brasil divulgou um comunicado em que repudia o tuíte em que Eduardo Bolsonaro acusa o gigante asiático de usar a tecnologia 5G para espionagem — depois do estrago feito, o deputado apagou a postagem.

Leitão afirmou que “quase 30% do que vendemos para o mundo vão para a China” e que “atacar o seu maior cliente não faz o menor sentido”.

“Você está atacando o seu maior cliente, o cliente que segura nossa balança comercial, a riqueza de um país, o agro brasileiro. Óbvio que atacar o maior cliente é sempre muito perigoso. Não se briga com o cliente, é uma regra primária.”

O ex-deputado disse também que é “amigo” do Eduardo, mas ele “precisa entender que não se compra briga com o seu maior comprador”.

“Ele é deputado, tem liberdade para opinar, mas é presidente da Comissão de Relações Exteriores e é filho do presidente da República. Não é assim.”

A atual direção da Frente Parlamentar Agropecuária não vai se pronunciar sobre o episódio. Leia mais aqui.

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