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Operação da PF mira fraudes no Postalis

Os agentes foram às ruas para cumprir 19 mandados judiciais no Distrito Federal, Paraná e em São Paulo; o rombo teria ultrapassado a marca de R$ 16 milhões
Operação da PF mira fraudes no Postalis
Foto: Kelsen Fernandes/Fotos Públicas

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (17) a Operação Amigo Germânico, que mira fraudes contra o Instituto de Previdência Complementar Postalis, o fundo de pensão de funcionários dos Correios. As investigações apontam que os gestores recebiam “comissão” em troca da indicação de empresas para gerir os ativos e atuar no aconselhamento técnico-jurídico da entidade.

Os agentes foram às ruas para cumprir 19 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Paraná e em São Paulo. Além disso, a Justiça do DF determinou o bloqueio de R$ 16.147.968,14 em bens dos investigados. O montante corresponde à estimativa dos prejuízos causados ao sistema de Previdência, de acordo com a Polícia Federal.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção passiva e ativa. Se somadas, as penas podem chegar a 42 anos de reclusão.

Após a operação, os Correios divulgaram a seguinte nota:

“A respeito da operação “Amigo Germânico”, deflagrada nesta sexta-feira (17), pela Polícia Federal, os Correios reiteram que a gestão atual mantém estreita parceria com os órgãos de controle das instituições públicas, tendo inclusive firmado um Acordo de Cooperação Técnica com a Polícia Federal em dezembro de 2019. Pelos termos do Acordo: as instituições colaboram entre si para a coordenação e/ou execução de ações integradas destinadas à prevenção e à repressão de ilícitos.

Paralelo a isso, a empresa tem adotado padrões rígidos de integridade e governança, que se estendem às suas subsidiárias, visando a assegurar a transparência dos negócios e a gestão ética do patrimônio público. A empresa não foi informada da operação e segue apoiando integralmente as autoridades com informações e dados que as auxiliem a esclarecer as causas dos prejuízos a seus empregados e ao bem público.

Quanto às matérias veiculadas nessa data, convém destacar que a operação hoje deflagrada é um desdobramento das investigações iniciadas ainda em 2018 acerca dos Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC NP), um ativo provisionado em 2017 e objeto de análise da PREVIC. Estes, por sua vez, foram um dos motivos da intervenção no Postalis.”

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