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Operação da PF que prendeu primo de Alcolumbre investiga apoio ao narcotráfico

Segundo a corporação, o aeródromo de Isaac Alcolumbre "fornecia apoio logístico" para voos internos e a países como Colômbia e Venezuela
Operação da PF que prendeu primo de Alcolumbre investiga apoio ao narcotráfico
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou hoje a maior operação de combate ao tráfico internacional de drogas da história do Amapá.

Entre os presos, como noticiamos há pouco, está Isaac Alcolumbre, primo do senador Davi Alcolumbre e dono de um aeródromo, segundo a PF, usado pelos narcotraficantes.

De acordo com a corporação, há indícios de que o local “fornecia apoio logístico, como combustível para a aeronave fazer esses voos aos demais estados brasileiros, bem como a outros países fornecedores da droga, como Colômbia e Venezuela”.

“O local também foi utilizado como ponto de apoio para a realização dos preparativos das aeronaves, de modo a deixá-las em condições de voar com autonomia para longas distâncias, como a retirada de bancos e o fornecimento de combustível em carotes, o que é proibido, e, assim, trazer a maior quantidade de drogas possível”, informou a PF.

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva e 49 mandados de busca e apreensão no Amapá e em outros sete estados. As investigações começaram em maio do ano passado, quando uma aeronave adaptada para transportar drogas — e que teria decolado do aeródromo de Isaac — caiu. A PF localizou destroços desse avião, que teriam sido destruídos por um incêndio proposital, “causado para tentar acobertar as provas do esquema”.

Ainda segundo a Polícia Federal, “ficou evidenciado que empresas de fachada de outros estados participavam do esquema para ocultar e mesmo dissimular o dinheiro amealhado ilegalmente”.

Na casa do primo de Alcolumbre, em Macapá, foi encontrada grande quantidade de dinheiro. Os investigados vão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Justiça Federal no Amapá autorizou o sequestro de bens de 68 pessoas e empresas investigadas, incluindo 95 veículos, 19 embarcações e 3 aeronaves. Também foi autorizado o bloqueio de R$ 5,8 milhões.

O senador Davi Alcolumbre não é investigado na operação, batizada de Vikare.

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