Operação E$quema S identifica repasses de Cristina Boner a Wassef já no governo Bolsonaro e cita offshore

Embora digam que estão separados desde 2017, Cristina Boner e Frederick Wassef mantêm relações comerciais. Na denúncia da Operação E$quema S, o MPF relata diversos repasses da empresária para o advogado, inclusive em 2019, já no governo de Jair Bolsonaro.

Wassef mantém relacionamento com Bolsonaro há pelo menos quatro anos e atuou fortemente na campanha, transformando-se em advogado da família presidencial. As empresas de Boner, que têm histórico de contratos com o poder público, renovaram vários negócios no ano passado.

Relatórios do Coaf anexados à denúncia mostram que o escritório de Wassef recebeu cerca de R$ 4 milhões das empresas Globalweb Outsourcing do Brasil, True Access Consulting e Compusoftwaer Informática.

Em 2017, há registros de saques em espécie de forma fracionada realizados por Cristina Boner, seguidos de depósitos de Wassef nos mesmos valores. Já, em 2019, o Coaf identificou movimentações atípicas entre março e setembro, num total de R$ 437 mil, envolvendo a empresa Peach Tree Empreendimentos Imobiliários e Rurais.

E a Peach Tree, segundo o MPF, estaria ligada a uma offshore no Panamá.

“Com relação à empresa PEACH TREE, em março de 2018, o COAF noticiou a tentativa de recebimento, por parte de BRUNA LEO, de US$ 300.000,00, supostamente derivados da alienação dessa empresa a uma offshore sediada no Panam., a SOFTLINE OVERSEAS CORP (no Brasil, registrada sob o CNPJ 19.327.300/0001-08) – que já possuía participação societária em outras empresas do clã BONER LEO SILVA, como, por exemplo, a COMPUSOFTWARE INFORMATICA LTDA.”

Na denúncia, o MPF traz uma “linha do tempo” que consolida “os pagamentos de honorários pela Fecomércio/RJ para o escritório Eluf e Santos Sociedade de Advogados, os repasses entre esta banca de advogados e o escritório Wassef & Sonnenburg Sociedade de Advogados – e entre Luíza Eluf e Frederick Wassef enquanto pessoas físicas – e, ainda, as operações atípicas levantadas nos RIFs 49157 (DOC 109) e 49964 (DOC 110), facilitando a compreensão da contemporaneidade entre essas movimentações bancárias, bem como dos vínculos entre Frederick Wassef e a família Boner Leo Silva, para a realização de operações que buscaram distanciar os recursos públicos de sua origem”.

 

 

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