Oportunismo carcerário

O advogado Antonio Carlos, o Kakay, aproveitou a barbárie de Manaus para criticar as prisões cautelares da Lava Jato.

Mesmo sem saber se há presos provisórios entre os mortos, Kakay diz que o Supremo “afastou a presunção de inocência e determina a prisão antes do trânsito em julgado”.

“Que se danem os pretos, pobres, desassistidos, que entulham as cadeias brasileiras.”

Kakay, é claro, está defendendo seus clientes na Lava Jato: todos brancos, ricos e muito bem assistidos. O advogado esquece que há muitos presos provisórios de alta periculosidade e que preenchem os requisitos para segregação cautelar.

Soltar presos perigosos ou abrir as portas dos presídios, pura e simplesmente, não é solução para a superlotação do sistema. Tampouco mudar os critérios das prisões cautelares.

A simplificação de Kakay é apenas um ato de oportunismo.

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