Os brasileiros, segundo Meira Penna

Morreu hoje o embaixador e escritor centenário José Osvaldo de Meira Penna, expoente do liberalismo nacional.

Em sua obra, Meira Penna não poupou os brasileiros de um retrato cru da limitação de suas experiências humanas, desprovidas do ímpeto de universalidade.

Ele escreveu, por exemplo, no emblemático livro “Em berço esplêndido”:

“O brasileiro traduz literalmente o mandamento cristão de amar o próximo. Acredita que a caridade começa em casa… e talvez nela termine. É a solidariedade do contíguo e do consanguíneo. O próximo é antes de tudo o parente, mas também o amigo, o sócio, o cliente; todos os conhecidos, aqueles com quem se convive e se trabalha; que podem ser vistos, ouvidos e sentidos diariamente. Só estes merecem a expansão específica da cordialidade e da philia. Os desconhecidos, que se danem!”

Os “desconhecidos”, na política, somos nós.

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