Os jornais e o vácuo dilmista

Os jornais, em suas manchetes, destacaram trechos do discurso de posse de Dilma Rousseff. Por isso mesmo, já amanheceram caducos. O Globo e O Estado de S. Paulo concentraram-se na promessa de Dilma de “defender a Petrobras dos inimigos externos”. A Folha de S. Paulo preferiu repetir a manchete do dia anterior sobre o compromisso de Dilma de “ajustar a economia com o menor sacrifício possível”. Na verdade, o único aspecto a se destacar no discurso de Dilma foi a sua orgulhosa insignificância. O Antagonista já tratou desses assuntos ontem à tarde e promete solenemente nunca mais comentar ou tentar analisar o vácuo absoluto do discurso de posse. 
Aliás, tratar esse governo com os instrumentos da análise política representa participar de uma farsa. É patético e pateta. Não há política no Brasil, e sim escambo de cargos, barganhas com o dinheiro do contribuinte e roubos que já foram descobertos ou ainda estão para sê-los. Não é opinião, mas fato. Pouco antes do final do ano, o eminente presidente do PT, Rui Falcão, falou descaradamente que o partido estava fazendo um mapeamento de postos relevantes na administração federal — mais lucrativos, leia-se –, a fim de compensar a perda de ministérios no segundo mandato de Dilma Rousseff.  Isso não é política, é sem-vergonhice pura e simples.
“Brasil, Pátria Corruptora” é o verdadeiro lema para o país que se apresenta diante dos nossos olhos.