Os mortos-vivos

Os cadáveres políticos vão ressuscitar até 2018, segundo Vinicius Mota, da Folha de S. Paulo:

“No atual abismo da depressão econômica e do descrédito com políticos tradicionais, a taxa de renovação e surpresas no certame eleitoral seria provavelmente alta.

O ambiente tenderia a selecionar um alienígena – relativo como João Doria ou absoluto como o apresentador Luciano Huck -, para rivalizar com Lula, o mais popular, porque sustentado num sebastianismo nordestino, dos candidatos tradicionais. A comparação entre o novo e o velho seria barreira difícil de superar para o petista.

A política tradicional, entretanto, ainda governa. A maioria de centro-direita no Congresso, em certos temas de sobrevivência associada à centro-esquerda, dispõe de instrumentos capazes de, no ano e meio até a eleição, evitar que a disputa ocorra nos extremos da incerteza de hoje.

A trajetória da economia, já em fase de recuperação cíclica, poderá ser catalisada pela aprovação do núcleo da reforma previdenciária. As regras da eleição, se forem alteradas, tendem a ser ainda mais favoráveis aos oligarcas que chefiam as legendas e aos detentores de mandato”.

Faça o primeiro comentário