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Os resultados da denúncia de Paulo Marinho até agora

Até o momento, o relato de Paulo Marinho segundo o qual Flávio Bolsonaro soube da Furna da Onça antes operação ser deflagrada, em novembro de 2018, já resultou em duas novas investigações e uma nova linha no inquérito sobre a interferência de Jair Bolsonaro na PF.

Ontem, a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar “eventual desvio de conduta” por um de seus membros — segundo Marinho, um delegado teria avisado o chefe de gabinete e um advogado de Flávio sobre a operação e recomendado “providências”. Também disse que a operação seria adiada para não prejudicar a eleição de Bolsonaro.

Hoje, o Ministério Público Federal também abriu uma investigação, também focada em policiais que podem ter vazado informações sigilosas para privilegiar o senador. A primeira medida será tomar o depoimento de Paulo Marinho, que diz ter provas de suas afirmações.

Por fim, a PGR também pediu à PF o interrogatório do empresário para alimentar o inquérito sobre Bolsonaro no STF. O órgão também quer ouvir Miguel Ângelo Braga Grillo, o chefe de gabinete de Flávio que teria se encontrado com o delegado.

Ontem, o desembargador Abel Gomes, relator da Furna da Onça no TRF-2, negou que ela tenha sido adiada. Afirmou que ela foi deflagrada após o período eleitoral para não “suscitar a ideia de uso político” da operação para “esvaziar candidatos ou até mesmo partidos políticos”.

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