Otavio Azevedo no TSE: Belo Monte serviu para bancar campanha de Dilma

O TSE divulgou os depoimentos dos delatores da Lava Jato no processo de cassação da chapa Dilma-Temer.

O JOTA resumiu o que disse Otavio Azevedo, da Andrade Gutierrez:

“O ex-presidente do grupo Andrade Gutierrez afirmou que não tinha relação de amizade com Dilma ou Temer, mas confirmou encontros com os dois, que teriam sido ‘formais’ e divulgados. Ele contou ainda que foi acertado o pagamento de propina para partidos políticos e que na época de doações havia separação do ‘joio e trigo’.

Otavio Azevedo cita acordos envolvendo ex-ministros como Antonio Palocci, preso em Curitiba, Edison Lobão, atualmente senador e investigado no STF, e até o ex-ministro Delfim Neto, além de pessoas próximas a Dilma, como Giles Azevedo.

Parte do dinheiro desviado foi referente a usina de Belo Monte, sendo paga também por meio de doações eleitorais. Nas eleições de 2014, a Andrade reservou R$ 104 milhões para contribuições.

‘Nós estávamos ali sendo garfados em alguns milhões; uma parte foi para o Delfim e uma parte foi para partidos políticos.’

‘O PMDB teve uma doação total de vinte e pouco milhões também em 2014, parte do recurso do PMDB veio de Belo Monte. Parte dos recursos do PT veio de Belo Monte da combinação com o Berzoini’.”

O trigo era joio.

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