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Ouvidoria vaza episódios para 'massacrar' imagem de policiais, diz deputado, sem mostrar provas

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O deputado estadual Frederico d’Avila (PSL) defendeu no começo da noite desta terça-feira seu projeto de lei que extingue a Ouvidoria da Polícia. Ele acusou o órgão de atuar como “trampolim” de causas políticas e ideológicas.

Para D’avila, o papel da Ouvidoria deveria ser “tão somente” encaminhar as denúncias às corregedorias, que o deputado chamou de “severíssimas”.

O deputado sugeriu que, se a Ouvidoria fosse um órgão “plural”, com integrantes das polícias, não faria a proposta. Também acusou, sem citar provas, os integrantes de serem filiados a partidos políticos, de fazer “trampolinagem” e de vazar informações sobre investigações para os “coleguinhas de imprensa” produzirem “manchetes de vulto”.

A Ouvidoria, porém, emprega apenas 13 funcionários, incluindo o ouvidor. O salário bruto do ouvidor é de R$ 8.567,78, segundo dados do Portal da Transparência estadual.

O salário de um 1º sargento da PM paulista, de R$ 4.094,22, é maior do que o da maioria dos funcionários da Ouvidoria.

Segundo D’avila, a Ouvidoria “tem muita amizade com jornalistas”, e “vaza seletivamente” episódios com o objetivo de “massacrar” a imagem dos policiais.

Falando logo em seguida, a deputada Monica da Bancada Ativista (PSOL) desafiou D’avila a mostrar pesquisas e dados que embasassem o que disse, e chamou o discurso dele de “besteira”.

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