Palavras e perplexidade

Noticiamos na semana passada que PSDB e PMDB haviam decidido tirar a articulação para o impeachment dos holofotes, a fim de azeitá-la em conversas reservadas entre as lideranças. Ao que consta, a coisa está andando com celeridade. Um indício são as declarações menos sibilinas de Michel Temer. Outro é que a palavra “impeachment” deixou de ser tabu entre peemedebistas. Um terceiro é a formação da frente parlamentar pró-saída de Dilma Rousseff.

Josias de Souza, por exemplo, contabiliza que metade da bancada de deputados do PMDB apoiaria a abertura do processo de impeachment. Ainda está longe do necessário para o impedimento em si, mas o prognóstico é bom.

Para além das circunstâncias políticas, começou a pesar também, e não só no PSDB, a manipulação da PF pelo PT. A tentativa de implicar Aécio Neves na Lava Jato, via Antonio Anastasia, deixou muita gente perplexa com a falta de limites dos petistas.

É curioso que ainda exista gente perplexa com a falta de limites dos petistas. Esperemos que ela se traduza em ação concreta.

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