Palocci Bolado

José Roberto Colnaghi, que no ano passado pagou milhões de reais à Pepper Interativa, sempre foi muito ligado a Antonio Palocci, arrecadador de campanha de Dilma Rousseff.

Não é de se estranhar, portanto, que a guerrilha informática do PT possa ter sido financiada clandestinamente por ele.

Em 2005, a Folha de S. Paulo publicou uma reportagem sobre os dois:

“Antonio Palocci viajou várias vezes no jatinho do empresário José Roberto Colnaghi, dono de outro avião que teria sido usado para transportar dólares recebidos de Cuba para a campanha eleitoral do PT em 2002. Uma das caronas do ministro da Fazenda ocorreu em 2 de maio de 2004, após visita à Agrishow, em Ribeirão Preto.

Empresários que receberam Palocci na cidade lembram que o ministro circulou com Colnaghi numa recepção em um hotel às margens da Rodovia Anhangüera. Ao ser questionado pelo jornal Folha de S.Paulo sobre a carona, Colnaghi não negou a informação. Por meio de sua assessoria, disse que não tinha nada a declarar. A assessoria do ministro da Fazenda foi procurada, mas não se manifestou.

Após a feira, o jatinho Citation, prefixo PT-XAC, saiu de Ribeirão Preto, fez escala em São Paulo e rumou para Brasília. Três testemunhas viram Palocci embarcar no jatinho e confirmaram a história. O Citation de Colnaghi também transportou a família de Palocci a Brasília para a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante a campanha de 2002, Palocci era um usuário ainda mais freqüente, a ponto de Colnaghi deixar o avião no aeroporto de Ribeirão, no hangar da Power Helicópteros. Em uma das viagens à época da campanha, o jatinho foi usado para buscar Palocci e o deputado federal José Dirceu, então presidente do PT, no Rio. Colnaghi tem dois aviões: o Seneca (prefixo PT-RSX), que teria sido usado para transportar os dólares de Brasília para São Paulo, e o Citation.’

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