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Para PF, Alexandre Accioly e Dimas Toledo auxiliaram Aécio Neves em esquema de corrupção e lavagem

Ao concluir que Aécio Neves recebeu R$ 65 milhões em propina da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, a Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal que o deputado teve como intermediários no esquema o empresário Alexandre Accioly Rocha e o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo.

A Polícia Federal disse ter reunido indícios de que os três cometeram crime de corrupção e lavagem de dinheiro. Os fatos teriam ocorrido entre 2008 e 2011.

“Estão presentes indícios suficientes de autoria e materialidade de que Dimas Fabiano Toledo, ex-diretor de Furnas, entre 2008 e 2011, e Alexandre Accioly Rocha, sócio proprietário da holding AALU Participações e Investimentos, controladora da empresa Academia Bodytech, entre 2010-2011, intermediaram o recebimento de recursos indevidos por parte de Aécio Neves e, portanto, também praticaram o delito de corrupção passiva, tipificado no art. 317 do Código Penal”, escreveu o delegado Bernardo Guidali Amaral na conclusão do relatório.

A PF afirma que Dimas teria envolvimento por pagamentos feitos pela famosa offshore Klienfeld services limited, utilizada pela Odebrecht, para offshore Embercy Services Limited, indicada pelo parlamentar. Enquanto Accioly teria ligação por investimentos simulados na holding AALU Participações e investimentos, ou seja, mediante o emprego de mecanismos com o objetivo de ocultar e dissimular a natureza e a origem dos valores ilícitos.

E completa: “De modo similar, estão presentes indícios suficientes de que Dimas Fabiano Toledo, entre 2008 e 2011, e Alexandre Accioly Rocha, cometeram juntamente com Aécio Neves da Cunha, o delito de lavagem de ativos, também ficando sujeitos às penas do 1 ° da Lei nº 9.613/98.”

A PF diz que Odebrecht fez pagamentos de R$ 28,2 milhões por meio de dinheiro em espécie e também por meio do doleiro José Antônio Estevão Soares. Os repasses foram intermediados por Dimas Toledo, afirma a PF. Outro montante de R$ 1,7 milhão foi pago pela Odebrecht por meio de transferências no exterior a uma conta sediada em Singapura e que, segundo a investigação, pertence a Accioly.

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