Para tentar extraditar Pizzolato, Brasil espanta com a verdade

Para tentar extraditar Pizzolato, caso que voltará ser analisado pela mais alta corte italiana amanhã, o Brasil usará uma verdade espantosa a ouvidos europeus: a de que, no duro, no duro, ele não será punido, porque vivemos num regime de apartheid. Vejam os argumentos:

a) Pedirá que a Italia “relativize” as denúncias internacionais sobre as graves violações dos direitos humanos no sistema carcerário brasileiro, visto que há prisões e prisões no país

b) Garantirá não só a proteção, como o bem-estar ao ex-presidente de marketing do Banco do Brasil. “Pizzolato, como todos os outros presos da ação penal AP470 (mensalão), tem garantido o total respeito da lei e com notável nível de conforto”, diz o recurso.

c) Ressaltará que parte dos condenados já está cumprindo pena em casa

d) Afirmará que, no caso do mensalão, “diante da condição de ‘ilustre’ dos condenados”, nenhum deles teve ou terá “contato com população carcerária”

Ouvidos tais argumentos, os juízes de Roma deveriam manter o “ilustre” Pizzolato numa prisão italiana, para puni-lo dos seus crimes lá e aqui. Afinal de contas, alguém precisa fazê-lo.

Uma visão relativizada do

sistema carcerário brasileiro

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