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Parecer da base governista na CPI diz que defesa do "tratamento precoce" não é crime

Fernando Bezerra pediu para que Renan Calheiros inclua algumas das considerações do advogado Ives Gandra no relatório final da comissão
Parecer da base governista na CPI diz que defesa do “tratamento precoce” não é crime
Foto: Pedro França/Agência Senado

Um parecer do advogado Ives Gandra Martins sobre a CPI da Covid, elaborado a pedido do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirma que Jair Bolsonaro não cometeu crime ao propor, publicamente, a adoção do “tratamento precoce” contra Covid.

Ao longo da pandemia, o presidente da República foi um dos principais defensores da prescrição de medicamentos já descartados no tratamento de Covid, como a cloroquina e a invermectiva. Por isso, a CPI pretende denunciar Bolsonaro ao Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade.

No parecer, Gandra Martins afirmou que “a defesa do tratamento precoce contra a Covid-19 ou a defesa da adoção de um medicamento ou outro, não é e jamais pode configurar crime contra a humanidade”.

“O tratamento precoce ou inicial é aquele que é aplicado até o quinto dia do início dos sintomas e foi utilizado em larga escala em diversos países do mundo. Em que pesem os esforços para combater a Covid-19, a realidade é que se trata de um vírus com alta letalidade e totalmente desconhecido”, declarou o advogado no parecer.

Bezerra pediu para que o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), inclua algumas dessas alegações em seu parecer. Mas Calheiros deve ignorar as manifestações de Ives Gandra.

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